Programa Mãos Amigas atende 494 escolas e gera economia de R$ 4,4 milhões em 2026
O Programa Mãos Amigas, do Governo do Paraná, atendeu 494 escolas em 104 municípios desde o início de 2026. No período, 438 pessoas privadas de liberdade participaram da execução de 2.040 serviços de manutenção, que resultaram em uma economia superior a R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. Os números demonstram a capacidade operacional do programa para atender demandas de conservação da infraestrutura escolar e otimizar os recursos destinados à manutenção das unidades.
Criado há 13 anos, o Mãos Amigas amplia sua presença na rede estadual com a expansão para mais três Núcleos Regionais de Educação (NREs): Wenceslau Braz, Pato Branco e União da Vitória. Com a ampliação, o programa passa a abranger 22 NREs. Executada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), em cooperação técnica com a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e apoio do Paraneducação, a iniciativa alia a conservação dos espaços escolares à ressocialização de pessoas privadas de liberdade por meio do trabalho.
As equipes realizam serviços de roçada, jardinagem, limpeza, pintura, poda de árvores e pequenos reparos. A diversidade de atividades permite atender diferentes demandas de manutenção das unidades, contribuindo para a conservação dos espaços e para o uso mais eficiente dos recursos públicos.
Segundo o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o Mãos Amigas consolidou-se como uma política pública eficiente ao combinar manutenção da infraestrutura escolar com racionalização dos gastos. "Em 2025, o programa gerou uma economia superior a R$ 5 milhões aos cofres públicos e agora em 2026, já chegamos a R$ 4,4 milhões em economia, demonstrando que é possível ampliar o atendimento às escolas com qualidade e, ao mesmo tempo, utilizar os recursos públicos de forma mais eficiente", destacou.
Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a expansão do Mãos Amigas permite levar os serviços de manutenção a mais escolas e ampliar os benefícios do programa. “Com a chegada a novos Núcleos Regionais de Educação, conseguimos ampliar o atendimento às escolas, contribuir para a conservação dos espaços e, ao mesmo tempo, oferecer oportunidades de ressocialização por meio do trabalho. É uma iniciativa que alia cuidado com a rede estadual e uso responsável dos recursos públicos”, destacou.
RESPOSTA RÁPIDA - O Programa Mãos Amigas também mobiliza equipes para apoiar a recuperação de municípios atingidos por eventos climáticos extremos. Em novembro de 2025, após a passagem de um tornado por Rio Bonito do Iguaçu, na região Centro-Sul do Paraná, os participantes auxiliaram na limpeza e na retirada de entulhos, contribuindo para a recuperação das unidades escolares e o restabelecimento das atividades. A operação ocorreu sob monitoramento da Polícia Penal do Paraná.
Mais recentemente, as equipes atuaram na recuperação das escolas estaduais atingidas por um vendaval em Laranjeiras do Sul. Segundo Claus Giovani Andrade Marchiori, chefe da Divisão de Programas e Projetos Especiais do Fundepar e gerente estadual do Mãos Amigas, a agilidade na execução dos serviços é fundamental para reduzir os impactos sobre a rotina escolar e permitir o retorno seguro dos estudantes às aulas. “Os participantes tiveram um papel importante na limpeza e na organização dos espaços escolares, preparando as unidades para as etapas seguintes de recuperação. Essa atuação contribui para o atendimento das necessidades da rede estadual e, ao mesmo tempo, oferece experiência de trabalho às pessoas privadas de liberdade”, afirma Marchiori.
Além da experiência prática, os participantes recebem capacitação para executar atividades de manutenção escolar. Entre as formações oferecidas estão treinamentos de segurança para trabalho em altura, operação de máquinas e outros cursos relacionados às demandas do programa. “Nosso objetivo é proporcionar conhecimentos que possam ser utilizados no trabalho e que também ampliem as oportunidades profissionais após o cumprimento da pena”, destaca Marchiori.
O PROGRAMA – De acordo com a PPPR, a participação de pessoas privadas de liberdade (PPLs) no programa favorece a qualificação profissional, a geração de renda e a manutenção dos vínculos familiares. Além de reduzir a ociosidade no sistema prisional, o trabalho contribui para o desenvolvimento da autonomia e da autoestima dos participantes, que adquirem experiência profissional e ampliam as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Segundo Boanerges Silvestre Boeno Filho, chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da PPPR, além da remição de pena prevista na legislação, os participantes recebem remuneração equivalente a 75% do salário mínimo. Desse valor, 80% são destinados à família, enquanto os 20% restantes são depositados em poupança, cujo saldo pode ser acessado após o cumprimento da pena. “O trabalho tem um papel importante nesse processo porque permite que a pessoa privada de liberdade adquira experiência profissional, tenha renda e continue contribuindo com a família. Ao mesmo tempo, desenvolve habilidades que podem ajudar na retomada da vida em sociedade após o cumprimento da pena”, afirma Boeno Filho.
RECONHECIMENTO – Em 2023, o Fundepar recebeu o Selo Resgata, premiação nacional concedida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, que reconhece iniciativas voltadas à responsabilidade social e ao incentivo ao trabalho prisional.
Fonte - AEN


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